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Ensaio Mazda MX-5 NB 1.8 146cv

Depois do mítico Mazda MX-5 NA ter estado na nossa companhia, é a vez de darmos lugar à segunda geração e tentar perceber o que melhorou, e o que piorou.

Após terem lido o ensaio à primeira geração Miata, muitos de vocês já ficaram a conhecer não só a origem como a história da Mazda e também um pouco da filosofia que ela transmite aos seus modelos. Se ainda não leram, passem por lá antes de começar a avançar neste ensaio.

Ao olhar para esta segunda geração do Mazda MX-5, designada NB, a primeira coisa que podemos perceber é que o pequeno roadster já não parece assim tão pequeno. Embora as dimensões continuem praticamente inalteradas de forma geral, o Miata deixou de ter aquele ar meigo e dócil, e passou a ter um aspeto mais sóbrio e dinâmico. Na balança, o peso aumentou em torno de 75kg face aos cerca de 990kg do NA. Tratando-se ainda de uma versão Sport, contamos com a cor de carroceria “British Green”, volante Nardi Torino e umas lindíssimas jantes de 16 polegadas.

Exteriormente, perderam-se os faróis escamoteáveis mas ganhou-se uma capota em lona relativamente mais fácil de operar e a “janela” traseira em vidro conta com desembaciador elétrico. Outro dos pontos que pude logo constatar foi a melhor insonorização e conforto a bordo quando circulamos em auto-estrada ou em piso mais degradado. No Mazda MX-5 NB contamos também com um autêntico «must-have» em roadsters: os bancos aquecidos e o ar-condicionado (inexistentes no NA) e que tanto jeito dão nesta altura fresca do ano, ou nos dias mais quentes em que o sol não permite grandes aventuras de capota aberta.

A qualidade a bordo foi aprimorada e tanto no tablier como nas portas passamos a desfrutar de plásticos suaves ao toque, existe também mais espaço e arrumação, ao contrário daquilo que encontrei no Mazda MX-5 NA. Em termos de regulação, essa continua a ser quase inexistente e os bancos apenas permitem ajustar a inclinação das costas e a proximidade aos pedais, mas posso afirmar que a bordo do NA vamos muito mais bem sentados do que no NB.

Chegada a hora de rodar a chave, o despertar do bloco 1.8l é semelhante ao 1.6l do anterior MX-5 NA em termos de sonoridade de escape, talvez por ambos recorrerem a um motor com tecnologia DOHC (dupla árvore de cames à cabeça) 16 Válvulas. Colocando 146 cv à disposição do pé direito, com presença de um diferencial autoblocante e sem qualquer tipo de ajuda electrónica, este é sem dúvida o Mazda MX-5 mais exigente que já passou pelas minhas mãos. Acoplado a uma caixa manual de seis velocidades, a aceleração dos 0-100km/h cumpre-se em 8.5s e a velocidade máxima ultrapassa marginalmente os 200km/h. Com o piso molhado, qualquer provocação se transforma num slide, que caso não seja corrigido no momento certo, depressa se torna num “ups…”, e mesmo quando o asfalto está seco, as provocações continuam a resultar numa traseira muito traquinas.

É verdade que esta segunda geração melhorou bastante em termos de condução graças a uns melhores ajustes de chassis e suspensão, mas para mim não superou a diversão nem o feeling proporcionado pelo anterior e original Miata NA, que fazia as pessoas sorrir, acenar e até cochichar entre elas por onde quer que ele desfilasse, e isso, o NB dificilmente irá ter, fazendo dele uma proposta mais virada para os que procuram maiores doses de adrenalina.

Os consumos continuam a ser um daqueles pontos dos quais não vale a pena falar, até porque cada sorriso que estes roadsters nos fazem esboçar, valem cada litro de gasolina gasto. Resta aguardar uns dias pela chegada do Mazda MX-5 NC para ficar a conhecer toda a família Miata. Até lá prometo que vou esticar uma segunda até às 7000 RPM para cada um de vós que leu este ensaio.

About Marco C.

O Marco é um entusiasta automóvel e cresceu rodeado de "Leões". Ainda mal conseguia pronunciar a palavra gasolina e já era um apaixonado por automóveis. Hoje em dia anseia por mostrar a sua garra na "selva" do mundo automóvel e conduzir a sua paixão o mais longe possível.

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