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Ensaio Honda Civic Type R (FK8)

Honda Civic Type R. Descubram a mágica sigla que tanto faz sonhar as gerações petrolheads há mais de 25 anos e que acabou de conquistar o titulo de «Desportivo do Ano» em Portugal.

Para preparar a quinta geração do Honda Civic Type R, a marca nipónica teve que colocar à prova todo o seu know-how no que diz respeito a automóveis desportivos, criando assim o atual tração dianteira mais rápido do traçado de Nürburgring. Mas além da enorme tarefa de ter que superar as prestações do antecessor (FK2), a Honda também teve que garantir que esta nova geração pudesse oferecer o conforto necessário para ser um daily drive, algo que era quase impossível para o anterior Type R. 

Mas comecemos por falar na parte mais controversa, o tão arrojado design do novo Civic Type R (FK8). Ao longo destes últimos três anos de blogger automóvel já tive o prazer de conduzir automóveis bastante potentes e vistosos, mas nada, mesmo nada, tinha despertado tanta atenção como este nipónico. Nem a “discreta” pintura Azul Brilliant Sporty conjugada com pormenores a vermelho me safou dos gritos dos mais novos, do olhar atento dos mais velhos, dos smartphones dos jovens, e nem mesmo da curiosidade do publico feminino (e vocês sabem tão bem quanto eu que as mulheres não ligam nada a automóveis). Portanto, acho que não há muito a dizer neste aspeto, o design desta 10ª geração do Civic é um dos mais bem conseguidos do nosso mercado, principalmente graças a todos os apêndices aerodinâmicos desta versão Type R, que não são meramente decorativos, tendo cada um uma função a cumprir. Resumindo, trata-se de um automóvel lindíssimo onde o difícil é mesmo, para mim, não ficar rendido.

No seu interior, amplo e espaçoso, com bastante espaço para arrumação, somos brindados com alguns pormenores em vermelho que dão um toque mais desportivo, tais como os cintos de segurança, contornos de tablier, interior do volante e os assentos tipo backets, que além do excelente apoio lateral garantem também um conforto impar. A meio da consola central temos ainda uma pequena chapa onde se situa o número de série do modelo, o típico punho em alumínio da fantástica caixa de velocidades, o botão do travão de parque elétrico e o seletor dos modos de condução «Comfort, Sport e +R» que já falaremos mais à frente.

Em termos de tecnologia e segurança, tal como já tínhamos visto em ensaios anteriores à décima geração do Honda Civic, a extensão de equipamento mantém-se inalterada e neste Type R temos direito a mesmo TUDO. Desde o carregamento do smartphone sem fios, ar-condicionado automático bi-zona, sensores e câmara de estacionamento, assistente de angulo morto, alerta e manutenção em caso de saída da faixa de rodagem, alerta e travagem de emergência, cruise-control adaptativo, máximos automáticos, quadrante totalmente digital, enfim, uma panóplia para que possamos fazer qualquer viagem em máximo conforto e segurança.

Antes de avançarmos para as prestações avassaladoras deste novo Type R, falemos um pouco dos seus modos de condução. Na anterior geração FK2 apenas tínhamos direito a dois modos: agressivo (Sport) e muito agressivo (+R), o que acabava por afastar os clientes que procuravam usar o Civic como o carro de dia-a-dia por razões bastante óbvias, a falta de conforto. O que faz com que nesta nova geração FK8, o modo «Comfort» seja uma das mais importantes novidades implementadas. O seu dever é o de aliviar o peso da direção, diminuir a rigidez da suspensão e tornar o bloco 2.0 VTEC Turbo mais pacifico, para que possamos usufruir de uma condução suave, ideal para aqueles dias de passeio em família, ou para quando é a namorada a conduzir. Depois, como pre-definição sempre que ligamos o nosso Type R, temos o modo «Sport», um modo mais desportivo, com as afinações de suspensão, direção e motor mais reativas, mas que mantém algum conforto e todos os sistemas de segurança em alerta máximo. Para findar, temos o modo onde os recordes são quebrados e a magia acontece, o «+R». A suspensão passa para um nível de afinação onde é privilegiado o máximo contacto dos pneumáticos com o asfalto, a direção fica milimétrica e o bloco VTEC entrega-nos os 320cv com uma determinação que chega a ser assustadora, algo que nunca senti em outros automóveis até mais potentes. É também neste modo que conseguimos sentir e perceber que quanto mais rápido vamos, mais a aerodinâmica atua e nos cola ao chão, e sempre que precisamos de pôr pés ao travão de forma determinada, posso dizer que é possível sentir todo o nosso corpo a lutar contra o absurdo de forças G exercidas pelo poder de travagem do fantástico sistema Brembo. 

Tal como na anterior geração, a Honda optou pelo seu novo VTEC Turbo, que debita agora mais 10 cv (total de 320 cv) de potência e uns avassaladores 400 Nm de binário, com a máxima tração a ser garantida devido à presença de um autoblocante no eixo dianteiro. A aceleração dos 0-100km/h cumpre-se em 5.7s, e caso seja necessário, cumpre também os 100-0km/h em muito menos tempo. Que travões! Tudo isto, sempre com uma troca e um tacto de caixa fantástico, tanto no subir das relações, como no reduzir, onde existe um Rev Match automático que consiste em ajustar as rotações do motor com a mudança abaixo, como se fossemos uns autênticos pilotos a usar a técnica Punta-taco. Viciante, não é? Eu que o diga, que ainda visitei uma mão cheia de vezes alguns postos de abastecimento, não por culpa dos consumos, que até foram “razoáveis” com o computador de bordo a mostrar valores na casa dos 8l/100km em meios extra urbanos, mas porque só me faltou dormir no carro, se é que me entendem… Concluindo, a média final e geral foi de 13l/100km, o que é um valor muito interessante.

Surpreendente? Não. Primeiro, porque a escrita não é o meu forte, segundo, porque por muito que eu possa escrever, não há como descrever a performance deste novo Type R. Conduzam um, ou andem com alguém e experimentem a sensação de andar num verdadeiro automóvel de corridas.

Por último, a million dollar question: se eu comprava o novo Honda Civic Type R? Sem dúvida! Trata-se do atual tração dianteira mais rápido de Nürburgring, uma obra de engenharia e um automóvel bem capaz de ser o nosso daily para ir às compras ou até mesmo para levar os pequenos a passear, como eu fiz com a minha filha. Se avaliarmos igualmente o equipamento e a performance, o que é que encontramos semelhante por menos de 50 mil euros? Tudo bem que o seu aspeto arrojado pode ser alvo de (grandes!) atenções, mas isso até não é uma parte negativa, afinal de contas, a esta hora, estou eu a correr o mundo via redes sociais com tanta fotografia que vi ser tirada a este novo nipónico!

Honda Civic Type R. Descubram a mágica sigla que tanto faz sonhar as gerações petrolheads há mais de 25 anos e que acabou de conquistar o titulo de «Desportivo do Ano» em Portugal. Para preparar a quinta geração do Honda Civic Type R, a marca nipónica teve que colocar à…

Honda Civic Type R (FK8)

Motor - 9.1
Performance - 10
Conforto - 8.1
Equipamento - 9.1
Consumo - 8.1
Preço - 7.9
A nossa opinião - 9.6

8.8

Cor: Blue Brilliant Sporty | Motor: 320cv | Caixa: Manual de 6 velocidades | Consumos: 12L/100km | Velocidade Máxima: 272km/h

User Rating: 4.8 ( 1 votes)
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About Marco C.

O Marco é um entusiasta automóvel e cresceu rodeado de "Leões". Ainda mal conseguia pronunciar a palavra gasolina e já era um apaixonado por automóveis. Hoje em dia anseia por mostrar a sua garra na "selva" do mundo automóvel e conduzir a sua paixão o mais longe possível.

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